VIVÊNCIAS
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Rio sem Fim: memória e resistência com Verenilde Pereira
Há momentos na vida em que o tempo fica suspenso. Há lugares em que o espaço se dilui. Até a respiração ganha outra cadência: ora acelerada, ora quase paralisada.
Foi assim no encontro entre a escola Waldorf Moara e a escritora amazonense Verenilde Pereira, durante um sábado literário, na manhã de 16 de maio de 2026.
Uma conversa profunda, que mais pareceu um rio caudaloso amazônida ocupando a sala em meio à seca que já vinha se anunciando na cidade-cerrado.
Verenilde Pereira foi magistral em sua fala e nas imagens fortes e impactantes de Rio sem Fim. A palavra, como a obra, fez fluir a memória das margens: de uma Amazônia afro-indígena devastada, saqueada, esquecida e silenciada; à margem das margens de um Brasil que ainda se quer europeu e branco e que, sistematicamente, apaga ou se apropria da herança, da memória, da história, dos saberes e dos territórios afro-indígenas.
No silêncio de mais de vinte e cinco anos de quase invisibilidade da autora nos cenários literários local, regional e nacional — e também nos séculos de uma colonialidade indelével, para usar uma de suas belíssimas imagens — percebe-se que sua literatura, com absoluto lirismo, reúne fragmentos, frestas e estilhaços de uma história que precisa ser contada, revisada, reconstituída e reescrita.
Na narrativa pungente de meninas indígenas retiradas de suas famílias, no interior do Amazonas, para serem escravizadas, domesticadas, evangelizadas e retiradas de si mesmas, revela-se a história de um etnocídio que marca profundamente nossa formação como Nação. Nessa literatura potente, a história de uma Amazônia desconhecida encontra voz, memória e resistência.
Ouvir Verenilde Pereira foi uma oportunidade rara. Em uma escola onde aprender também passa pelo sentir, a literatura tornou-se experiência viva de escuta e partilha. Tornou-se lugar de resistência. Um aprendizado do qual as novas gerações não podem prescindir para refundar nosso país com base na justiça e na solidariedade.
Texto: Fernanda Bittencourt Vieira, mãe do 4º e 7º ano.
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As matrículas seguem abertas!
Vivência do Livro e da Família 2026
No último sábado (16/05/2026) vivemos mais um encontro especial na Escola Waldorf Moara!
Nossa Vivência do Livro e da Família reuniu crianças, jovens, professores, colaboradores, famílias e amigos da comunidade em uma manhã de partilha, cultura e convivência.
Tivemos roda de abertura, conversa com a autora Verenilde S. Pereira, sarau, lançamento de livros, bazar literário e muito mais... em um delicioso momento de encontro ao longo do dia.
Entre histórias, música, leituras e encontros, fortalecemos aquilo que faz da escola um espaço vivo: a construção coletiva, o afeto e a presença das famílias na vida escolar.
Agradecemos a todos que participaram, colaboraram e ajudaram a tornar esse momento tão especial!
Vivência de Páscoa e Inauguração do Novo Endereço da Escola Waldorf Moara
No último sábado, 21 de março de 2026, vivemos nosso encontro de Páscoa: um momento especial de preparação para essa época do ano que nos convida ao recolhimento, à presença e à renovação.
Como já é tradição, tivemos cantoria, pão quentinho e cheiroso, pintura de ovos e de paredes — gestos simples que aquecem e fortalecem nossa comunidade. Também celebramos com um agradecimento sincero à Oscal e aos trabalhadores da obra, que têm nos dado as mãos na construção da nossa nova escola.
Vivemos ainda um momento simbólico e potente: a recitação do poema da Pedra Fundamental, seguida do plantio da cagaiteira, marcando e selando nossa chegada a esse lugar tão especial.
Que a prosperidade floresça entre nós, fértil e abundante — assim como o coelhinho da Páscoa, símbolo de vida nova e renovação.
Evoé!
Vivências que fortalecem laços
Na Moara, valorizamos profundamente os momentos de encontro entre famílias, crianças e educadores. No sábado, dia 24 de maio, tivemos uma manhã muito especial com uma das turmas do maternal, quando as famílias se reuniram para participar ativamente da criação de carrinhos para a sala, em um ambiente acolhedor na casa de uma família da turma.
Essas vivências são fundamentais para fortalecer o vínculo entre as crianças e suas famílias, criando um sentido de pertencimento e comunidade que vai muito além do espaço escolar. A participação conjunta incentiva a troca, o diálogo e o apoio mútuo, pilares que sustentam a pedagogia Waldorf.
Mais do que colaborar na construção de objetos, as famílias compartilham tempo e afeto, tornando-se parte viva do processo educativo. É essa união entre casa e escola que transforma a experiência de aprendizado em algo verdadeiramente significativo para os pequenos — e para todos que caminham com eles.
Que essas ocasiões se multipliquem, sempre celebrando a cooperação, a criatividade e a alegria de crescer juntos!
Festa da Lanterna: a chama que nos habita
"Eu vou com a minha lanterna, com a minha lanterna eu vou.
No céu brilham estrelas, na terra brilhamos nós" é uma das canções mais conhecidas por quem já participou do que costumamos chamar de Festa da Lanterna.
Através dessa celebração, queremos vivenciar a busca da luz interior. Nesse momento em que a natureza nos transmite recolhimento com o frio e a seca que chegam, nos voltamos para dentro, buscando nos aquecer. Além disso, também buscamos a conexão com a nossa verdade, com a nossa chama interior, em nossa caminhada no tempo.
A história da "Menina do Candeeiro" tem sido a inspiração nessa vivência com as crianças e famílias e conta sobre uma menina que tem a luz de seu candeeiro apagada e precisa fazer uma jornada até que sua luz seja acesa pelo sol. Ela encontra, em seu caminho, animais do cerrado e outros personagens que a ajudam a encontrar o sol, que acenderá a sua luz e, assim, refazendo seu caminho, a menina irá compartilhar da sua luz com todos os que havia encontrado.
Assim, com essas imagens, as crianças são conduzidas para que acendam suas lanternas e se preparem para uma caminhada que leva ao encontro de todas as luzes das lanternas acesas na escuridão. No centro delas, uma fogueira será acesa.
Dessa forma é vivenciada a busca da luz interior nessa Festa que nos convida a realizar a nossa caminhada diante das incertezas da vida, ao encontro da verdade, da consciência e na confiança de que nesse caminho também receberemos ajudas, inspirações e proteção.
Diante dessa grande roda de lanternas acesas, o convite é também para nos admirarmos com a luz que cada um/uma carrega e com a potência de todas essas luzes juntas na escuridão. E é com a fogueira acesa e as lanternas apagadas que somos conduzidos a admirar a força do encontro.
Professora Ana Carina.
Vivência de Páscoa 2025
No sábado, dia 05 de abril, a comunidade da Escola Waldorf Moara se reuniu para celebrar a Páscoa de forma viva, consciente e profundamente conectada aos princípios da pedagogia Waldorf. Em um ambiente acolhedor e cheio de significado, pais, crianças, educadores e amigos partilharam momentos de criação, alegria e interiorização.
Durante a manhã, os participantes colocaram as mãos na massa, literalmente, preparando pães e biscoitos caseiros, feitos com carinho e cuidado. Em harmonia com o espírito da época, também aconteceram oficinas de origami, pintura de ovos e, como expressão artística coletiva, uma bela tela foi pintada pelo núcleo do ensino médio — trazendo cor, sensibilidade e reflexão ao espaço comum.
Na pedagogia Waldorf, inspirada pela antroposofia de Rudolf Steiner, a Páscoa é vivida como uma festividade que une o ser humano aos ritmos da natureza e ao seu próprio caminho de desenvolvimento interior. Ela marca o momento em que a luz começa a vencer a escuridão, tanto no ciclo anual (primavera no hemisfério norte, outono no sul) quanto no ciclo da alma humana. É um convite ao renascimento, à superação de antigas formas e à abertura para o novo — dentro e fora de nós.
O símbolo do ovo, presente na pintura feita com as crianças, representa justamente esse potencial latente de vida nova; a promessa de algo que ainda está por vir, mas que já pulsa silenciosamente em seu interior. Assim também são nossas crianças, em seu desenvolvimento: sementes de infinitas possibilidades, que desabrocham com cuidado, amor e presença.
A celebração da Páscoa na Escola Moara não é apenas um evento: é uma vivência que nutre a alma e fortalece os laços da comunidade. Ela nos lembra que educar é também cultivar a esperança, a beleza e o espírito humano.
Vivência de Integração 2025
Foi um momento especial para conhecer as histórias de cada família, sentindo no corpo, nos movimentos e nos sons a riqueza dessa troca tão preciosa. Escutar o relato sobre a trajetória da nossa escola, contado por quem a viu nascer, trouxe emoção e pertencimento a todos que estavam presentes.
Entre um café saboroso, frutas fresquinhas e boas conversas, novas conexões foram criadas, fortalecendo ainda mais nossa comunidade. E a oficina de percussão corporal? Um verdadeiro espetáculo de ritmo e energia, mostrando que movimento e harmonia caminham juntos!
Além de esclarecedor, esse encontro foi um convite aberto para que a comunidade participe ativamente dos processos da escola, entendendo cada instância e se envolvendo com tudo o que ela representa. E a melhor parte? Nossa comunidade está sempre crescendo e recebendo novas famílias de braços abertos.
Se você quiser fazer parte desse espaço de aprendizado, acolhimento e troca, venha nos conhecer!